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Potencial do uso da semeadura direta para recomposição florestal no Pantanal
Visão Geral da Experiência
*Bioma: Pantanal
Fitofisionomia: Floresta Estacional Semidecidual
Localização: Corumbá – MS (Pantanal da Nhecolândia)
Coordenadas: 19°06'16.23“S / 56°44'37.68”O
Tipo de imóvel: Propriedade privada
Categoria da área: Área de Uso Alternativo do Solo em Área de Uso Restrito do Pantanal
Início da implantação: Fevereiro de 2015
Responsáveis: Embrapa Pantanal e UEMS
Status da experiência: Finalizada
==== Objetivo da Experiência ====
Avaliar o potencial da semeadura direta manual como estratégia de recomposição florestal em área anteriormente convertida para pastagem no Pantanal da Nhecolândia.
==== Contexto Ambiental da Área ====
Histórico de Uso
* Área originalmente ocupada por floresta.
* Supressão da vegetação nativa para implantação de pastagem exótica.
* Uso para pecuária extensiva.
* Ausência de processos erosivos ou degradação física severa.
Condições de Solo e Clima
* Solo: Neossolo Quartzarênico.
* Altitude média: 95 m.
* Precipitação anual: 1.100–1.200 mm.
* Período chuvoso: Outubro a março.
* Déficit hídrico: Abril a outubro.
* Temperatura média anual: 25 °C.
==== Estratégia de Recomposição ====
Método adotado: Plantio em Área Total por semeadura direta manual.
Técnica de implantação: Semeadura linear manual com espaçamento definido.
==== Implantação – Passo a Passo ====
1. Preparação da Área
* Roçada mecânica e manual.
* Controle prévio de formigas cortadeiras (30 dias antes da semeadura).
* Revisão após 15 dias.
* Monitoramento mensal (3 primeiros meses) e trimestral até completar 1 ano.
* Controle inicial de gramíneas exóticas por roçada mecanizada.
* Cercamento da área.
* Construção de aceiros para prevenção de incêndios.
2. Delineamento Experimental
* Três ambientes distintos com diferentes condições de solo.
* Três blocos com cinco parcelas contínuas de 10 x 20 m.
* Área total experimental: 0,3 ha.
3. Sementes
* Coleta em árvores matrizes da região.
* Beneficiamento manual.
* Testes de viabilidade em laboratório.
* Avaliação morfológica das sementes.
4. Semeadura**
Realizada em fevereiro de 2015 (época chuvosa).
Distribuição linear.
1 semente a cada 0,5 m.
Espaçamento entre linhas: 3 m.
40 sementes por espécie por parcela.
Total de 750 sementes plantadas em campo por bloco.
Parte das sementes testadas em laboratório.
Espécies Utilizadas
| Nome Científico | Nome Popular | Taxa de Germinação (%) |
| ————————- | ———— | ———————- |
| *Anadenanthera colubrina* | Angico | 70 |
| *Aspidosperma australe* | Fuatambu | 70 |
| *Astronium fraxinifolium* | Gonçalo | 75 |
| *Dipteryx alata* | Cumbaru | 80 |
| *Hymenaea courbaril* | Jatobá-mirim | 90 |
| *Hymenaea stigonocarpa* | Jatobá | 90 |
| *Magonia pubescens* | Timbó | 80 |
| *Myracrodruon urundeuva* | Aroeira | 80 |
| *Sterculia apetala* | Manduvi | 90 |
| *Vitex cymosa* | Tarumã | 75 |
Serviços Ambientais Associados
Estoque de carbono
Provisão de recursos madeireiros
Provisão de recursos não madeireiros
Recarga do lençol freático
Resultados Observados
Estabelecimento quase nulo das espécies nas três áreas testadas.
Baixa eficiência da técnica nas condições avaliadas.
Regeneração natural observada em áreas fora do experimento.
Indicação de forte competição com gramíneas exóticas.
Principais Limitações Identificadas
Competição intensa com gramíneas exóticas.
Ausência de manejo pós-semeadura.
Baixa eficiência técnica da semeadura direta nas condições locais.
Recomendações Técnicas
Não utilizar semeadura direta isoladamente em áreas com gramíneas competidoras.
Realizar manejo contínuo de gramíneas após a semeadura.
Testar estratégias de indução de regeneração natural assistida.
Avaliar alternativas mais eficientes sob o ponto de vista técnico e econômico.
Custos e Avaliação Econômica
Não houve levantamento detalhado de custos.
Não foi realizada avaliação econômica formal.
A técnica apresenta menor custo que plantio de mudas, porém baixa eficiência pode comprometer a viabilidade.
Apoio Financeiro
Referência Principal
REGO, N. H.; URBANETZ, C. Potencial do uso da semeadura direta para a recomposição florestal no Pantanal da Nhecolândia, MS. Corumbá: Embrapa Pantanal, 2017. 5 p. (Embrapa Pantanal. Circular Técnica, 117). https://www.embrapa.br/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1085345/potencial-do-uso-da-semeadura-direta-para-a-recomposicao-florestal-no-pantanal-da-nhecolandia-ms
FERNANDES, F. A.; FERNANDES, A. H. B. M.; SOARES, M. T. S; PELLEGRIN, L. A.; LIMA, I. B. T. de. Atualização do mapa de solos da planície pantaneira para o Sistema Brasileiro de Classificação de Solos. Corumbá: Embrapa Pantanal, 2007. 6 p. (Embrapa Pantanal. Comunicado Técnico, 61). Disponível em: <http://www.cpap.embrapa.br/publicacoes/download.php?arq_pdf=COT61>. Acesso em: 21 de jun. 2016.
CAMPELO JÚNIOR, J. H. C.; SANDANIELO, A.; CANAPPELE, C.; PRIANTE FILHO, N.; MUSIS, C. R.; SORIANO, B.M.A. Climatologia. In: BRASIL. Ministério do Meio Ambiente, dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal. Plano de Conservação da Bacia do Alto Paraguai (Pantanal) - PCBAP: Diagnóstico dos meios físicos e bióticos: meio físico. Brasília, 1997, v.2, t.1, p. 295-334.