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webambiente:experiencias

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Regeneração Natural de Áreas Utilizadas como Roça

Reposição Passiva no Pantanal da Nhecolândia

Identificação da Experiência

  • Bioma: Pantanal
  • Fitofisionomia: Floresta Estacional Semidecidual
  • Local: Campo Experimental Fazenda Nhumirim – Embrapa Pantanal
  • Município/Estado: Corumbá – MS
  • Coordenadas: 18° 59’ 9’’ S / 56° 38’ 5,85’’ O
  • Tipo de imóvel: Propriedade pública (campo experimental)
  • Categoria da área: Uso Alternativo do Solo em Área de Uso Restrito do Pantanal
  • Autoria: Embrapa Pantanal
  • Status: Finalizada

Objetivo da Experiência

Avaliar o potencial da regeneração natural sem manejo (reposição passiva) em áreas anteriormente utilizadas como roça, comparando:

  • Atributos químicos do solo;
  • Composição florística;
  • Estrutura da vegetação;

entre áreas abandonadas há diferentes períodos e uma área de floresta remanescente utilizada como referência.

Contexto da Área

Histórico de Uso

No Pantanal é comum a abertura de pequenas áreas de floresta estacional semidecidual próximas às sedes das fazendas para implantação de roças de subsistência, principalmente com:

  • Mandioca
  • Melancia
  • Abóbora

O sistema tradicional envolvia:

  • Supressão da vegetação nativa;
  • Queima;
  • Cultivo até esgotamento da fertilidade natural;
  • Abandono da área ainda cercada.

As três áreas estudadas foram abertas e conduzidas da mesma forma, sem adubação ou manejo posterior.

Estratégia de Recomposição

Estratégia adotada: Reposição passiva

Técnicas utilizada:

  • Abandono da área após cultivo;
  • Manutenção do cercamento;
  • Regeneração natural espontânea;
  • Ausência total de manejo ou intervenções.

Períodos de Abandono Avaliados

Foram comparadas três áreas abandonadas em:

  • 1980 (30 anos de regeneração)
  • 1987 (28 anos de regeneração)
  • 1997 (18 anos de regeneração)

Espécies Utilizadas

Não houve plantio de espécies.

A regeneração ocorreu exclusivamente a partir do banco de sementes natural e da dispersão natural.

As espécies cultivadas anteriormente na roça foram:

  • Mandioca
  • Melancia
  • Abóbora

*(As espécies florestais que compuseram a regeneração natural não foram listadas no formulário original.)*

Condições Ambientais

  • Relevo: Plano
  • Altitude: 120 m
  • Solo: Arenoso, baixa fertilidade natural, baixa capacidade de retenção de nutrientes, acidez média
  • Regime hídrico: Influência de inundação pluvial
  • Sub-região: Pantanal da Nhecolândia

Resultados Observados

  • Apenas uma das três áreas apresentou recuperação satisfatória após 30 anos, aproximando-se da área controle.
  • Nas áreas VN30 e ARN30 não houve diferença visual marcante.
  • Em algumas áreas não houve recuperação equivalente mesmo após quase três décadas.
  • Houve grande variação no desempenho da regeneração dentro da mesma propriedade.

Principais Lições

  • A regeneração natural pode ser eficiente em determinadas condições locais.
  • O sucesso depende fortemente do contexto edáfico e paisagístico.
  • A variabilidade intra-propriedade pode ser alta.
  • O monitoramento é essencial para avaliar necessidade de intervenções futuras.
  • Avaliação prévia do potencial de regeneração natural é fundamental.

Principais Riscos e Limitações

  • A regeneração passiva pode não ser suficiente.
  • Longo tempo necessário para recuperação (até 30 anos).
  • Ausência de monitoramento pode comprometer avaliação do sucesso.
  • Resultados não garantem recuperação homogênea.

Serviços Ambientais Associados

  • Estoque de carbono
  • Provisão de recursos não madeireiros
  • Provisão de recursos madeireiros
  • Recarga de lençol freático

Custos

Não houve levantamento de custos. Não foi realizada avaliação econômica.

Potencial de Aplicação

Pode ser aplicada:

  • No Pantanal;
  • No Cerrado (dependendo das condições locais).

Indicada apenas após avaliação detalhada do potencial de regeneração natural.

Referência Técnica

CARDOSO, E. L.; SALIS, S. M.; CRISPIM, S. M. A.; FERNANDES, F. A.; FERNANDES, A. H. B. M. Regeneração natural de áreas utilizadas como roça no Pantanal da Nhecolândia. Embrapa Pantanal, 2017.

webambiente/experiencias.1770147417.txt.gz · Last modified: 2026/02/03 19:36 by marcelo