PRADA
Na elaboração do PRADA é importante indicar quais indicadores serão usados na fase de monitoramento da recomposição, bem como os parâmetros de quitação ou metas a serem atingidas para cada um deles de acordo com o estabelecido no projeto.
O monitoramento do progresso ou evolução da recomposição é uma etapa importante para avaliar se a estratégia de recomposição adotada e as técnicas associadas na implantação estão apresentando resultados satisfatórios de acordo com o previsto. Caso contrário, pode haver necessidade de ajustes com a adoção de manejo adaptativo, ou seja, de mudança na estratégia de recomposição original ou de técnicas associadas, incluindo a remoção ou mitigação de fatores de degradação.
A cobertura do solo, a diversidade de espécies, bem como da quantidade de regenerantes presentes compõem os principais indicadores ecológicos indicados para acompanhar o progresso da recomposição.
PRA
No contexto de um PRADA associado a um Programa de Regularização Ambiental (PRA) os indicadores e seus parâmetros de quitação devem ser aqueles estabelecidos nos respectivos PRAs estaduais.
Exemplos de indicadores utilizados são apresentados abaixo:
Porcentagem da cobertura do solo com vegetação nativa;
Número de regenerantes nativos (número de indivíduos);
Número de espécies nativas;
Porcentagem da cobertura do solo com vegetação exótica;
Porcentagem do solo exposto;
Porcentagem da cobertura do solo com plantas invasoras;
Porcentagem da cobertura do solo com plantas daninhas;
A área basal da vegetação arbórea (em m²/ha).
O Sistema MonitoraVeg é um sistema desenvolvido pela Embrapa e parceiros para auxiliar no planejamento e monitoramento do progresso da recomposição de áreas degradadas ou alteradas em propriedades e posses rurais, reunindo 22 indicadores ecológicos.
O sistema pode ser utilizado no monitoramento da recomposição de Áreas de Preservação Permanente (APP); Reserva Legal (RL); Áreas de Uso Restrito (AUR), e mesmo de Áreas de Uso Alternativo do Solo (AUA). O sistema é composto por uma interface Web integrada a um aplicativo para uso em dispositivos móveis com sistema operacional Android e iOS. Ambos os ambientes operam de forma sincronizada e são acessados mediante autenticação por e-mail e senha.
O sistema atende projetos de diferentes naturezas, incluindo iniciativas acadêmicas e de pesquisa, públicas ou privadas, ou corporativas voltadas à regularização de passivos ambientais. Em razão dessa abrangência, o MonitoraVeg constitui importante ferramenta de apoio à regularização ambiental de imóveis rurais, com potencial para uso no âmbito dos Programas de Regularização Ambiental (PRA), auxiliando o acompanhamento da execução dos Projetos de Recomposição de Áreas Degradadas ou Alteradas (PRADA). O ciclo da operacionalização do sistema é apresentado na Figura 1.
Figura 1. Ciclo da operacionalização do sistema MonitoraVeg.
A operacionalização do MonitoraVeg está organizada em três etapas complementares, conforme ilustrado na Figura 1 e descritas abaixo:
Etapa 1. Planejamento do monitoramento, realizado na interface Web
Etapa onde há a seleção de imóvel(is) e a delimitação da(s) área(s) objeto de monitoramento, a definição dos indicadores ecológicos e de seus respectivos parâmetros de quitação/metas, bem como a forma de obtenção dos dados no campo (métodos com ou sem parcelas);
Etapa 2. Monitoramento em campo, executado por meio do aplicativo móvel MonitoraVeg
Os formulários apresentados pelo aplicativo para a coleta de dados no campo são gerados automaticamente a partir da sincronização com a interface Web, com base nas definições estabelecidas durante a etapa de planejamento. Assim, cada formulário é configurado de acordo com as características da área monitorada, contemplando, conforme definido pelo projeto, a utilização ou não de parcelas amostrais, o número e a dimensão das parcelas, o método definido para obtenção dos indicadores de cobertura do solo e demais parâmetros previamente estabelecidos. Essa integração assegura que todas as equipes utilizem exatamente os mesmos procedimentos metodológicos definidos pelo projeto durante a coleta de dados, promovendo maior padronização e confiabilidade das informações obtidas, eliminando, ainda, a necessidade de configurações no dispositivo móvel no campo.
Etapa 3. Gestão da informação, realizada na interface Web
Acesso aos dados de todos os monitoramentos realizados durante determinado período, os quais podem ser visualizados em painéis de forma numérica ou gráfica. Essa organização permite que todas as informações produzidas em campo permaneçam integradas ao projeto, possibilitando o acompanhamento contínuo da evolução da recomposição das áreas dos diversos imóveis envolvidos.
Para mais informações sobre o Sistema MonitoraVeg e como utilizá-lo, acesse o site da Embrapa.